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MicroPlasTox - Microplásticos no ambiente marinho: estimativa e avaliação da sua ecotoxicidade.
Investigador Responsável - João Pinto da Costa
Programa - Programa Operacional da Competitividade e Internacionalização (02/SAICT/2017)
Período de Execução - 2018-01-01 - 2020-12-31 (36 Meses)
Entidade Financiadora - FCT - Fundação para a Ciência e a Tecnologia, within the PT2020 Partnership Agreement and Compete 2020 co-funded by the FEDER - Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional
Financiamento para o CESAM - 135639 €
Financiamento Total - 210839 €
Instituicão Proponente - Universidade de Aveiro
Instituições Participantes
Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (CIIMAR)
Matereospace Lda

Os plásticos podem ser encontrados numa enorme variedade de produtos, desde sacos de supermercado até naves espaciais. Devido ao seu elevado grau de descartabilidade e baixas taxas de recuperação, estes materiais têm-se acumulado no ambiente e, presentemente, constituem uma alarmante fonte de poluição. Destes, os microplásticos, com uma dimensão inferior a 5 mm, são de especial preocupação. Os microplásticos podem entrar directamente no ambiente, sob a forma de partículas provenientes de produtos como exfoliantes, fibras oriundas de roupas ou grânulos resultantes de impressão em 3D, ou podem ser formados no ambiente, devido ao desgaste por acção dos elementos de partículas de maior dimensão. Características como tamanho, cor, densidade e composição química fazem com que os microplásticos possam ser ingeridos por organismos mais pequenos, permitindo assim a sua entrada nas cadeias alimentares, além de que outros poluentes, como poluentes orgânicos persistentes, podem estar adsorvidos à sua superfície, ampliando a perigosidade destes materiais. Consequentemente, uma avaliação qualitativa e quantitativa da prevalência de microplásticos é não só necessária, mas altamente recomendada pela Directiva-Quadro Estratégia Marinha (DQEM). As metodologias de amostragem actualmente disponíveis apresentam uma tendência para a inclusão de partículas maiores, sendo que as claras diferenças nos valores reportados na literatura podem ser explicados pelos métodos usados. Tal enaltece a necessidade premente de dados que possam ser comparáveis relativamente à presença de microplásticos em sistemas aquáticos. Por sua vez, uma correcta quantificação permite uma avaliação mais concreta e fidedigna da ecotoxicidade destes materiais. Os estudos disponíveis baseiam-se não só na utilização de concentrações de microplásticos bastante superiores às encontradas no meio ambiente, mas também de diferentes metodologias, o que dificulta a sua comparação. Assim, este projecto visa preencher as lacunas de conhecimento no que concerne (1) à existência de protocolos e metodologias para a amostragem e identificação de microplásticos e (2) à existência de protocolos e métodos para a correcta avaliação ecotoxicológica. Com base nos resultados experimentais, um conjunto de protocolos para a avaliação analítica e ecotoxicológica de microplásticos, que incluirá conselhos e práticas de controlo de qualidade, será elaborado (Português e Inglês). Uma vez que a prevalência de microplásticos é considerada como um indicador de bom estado ambiental, como definido pela DQEM, estes resultados constituirão um contributo significativo para a elaboração de políticas com base em dados cientificamente comprovados.




Membros neste projecto
Teresa Rocha Santos
Investigadora

Financiamento do CESAM: