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Caracterização química do aerossol urbano PM2.5 e PM10
Investigador Responsável - Teresa Nunes
Programa - POCTI/AMB/60267/2004
Período de Execução - 2005-10-01 - 2008-09-30 (36 Meses)
Entidade Financiadora - FCT
Financiamento para o CESAM - 51660 €
Financiamento Total - 70965 €
Instituicão Proponente - Universidade de Aveiro


Nos últimos dez anos os estudos Europeus sobre os valores da concentração de material particulado na atmosfera dirigiram-se à fracção PM10, que corresponde à dimensão estipulada pela norma europeia em vigor. Com o surgimento do projecto “CAFÉ” (Ar limpo para a Europa) tem sido recomendada a sua substituição pelo PM2.5, que já foi homologado para os Estados Unidos pela EPA. Actualmente o interesse no aerossol atmosférico é elevado devido principalmente aos seus efeitos na saúde humana e nas alterações climáticas. Estudos epidemiológicos e investigação sobre os efeitos mutagénicos das partículas, revelam que os efeitos adversos se devem às partículas finas dada a sua capacidade de penetração até zonas profundas dos pulmões e serem portadoras de substâncias tóxicas. Contudo, os mecanismos toxicológicos da relação entre partículas atmosféricas e saúde não são ainda de todo conhecidos. É ainda pouco claro, quais as características das partículas finas responsáveis pelos danos na saúde. Os limites de qualidade do ar e valores estabelecidos para serem atingidos no período de 2005-2010 são frequentemente excedidos nas cidades Portuguesas e por vezes em zonas rurais. Ainda recentemente as autoridades Portuguesas foram advertidas pela União Europeia sobre o não cumprimento dos objectivos acordados e a necessidade urgente de implementação de medidas e estratégias de modo a reduzir os níveis de ozono e de partículas. No contexto destes estreitos valores das normas e valor limite para a qualidade do ar, a atenção é centralizada numa análise custo/medida de redução efectiva, a qual requer um conhecimento fundamentado da contribuição das fontes emissoras tanto para a fracção mássica de PM2.5 como da de PM10. Dado que a matéria particulada observada na atmosfera resulta de muitas fontes, um dos meios de avaliar a contribuição das fontes é através de modelos do receptor das concentrações atmosféricas de um componente químico específico ao qual está associada uma emissão primária particular ou formação secundária. Em Portugal, estudos detalhados e de fecho mássico, dirigidos a esta problemática são escassos. Com este projecto espera-se contribuir para uma documentação da variação temporal e espacial das características do aerossol em duas das principais Portuguesas. Amostragens de ar simultâneas serão conduzidas nas duas cidades durante dois períodos intensivos de um mês cada, um no Inverno, outro no Verão de modo a avaliar variações sazonais na composição química das partículas. O sistema de amostragem a usar permitirá colher tanto a fracção PM2.5 como a fracção entre 2.5 e 10 μm. Os resultados das concentrações de aerossol e seus constituintes químicos, juntamente com dados meteorológicos e da concentração de poluentes medidos nas redes de qualidade do ar das duas cidades, serão usados para estimar as principais fontes e processos responsáveis pela massa de partículas observada em cada fracção.




Membros neste projecto
Casimiro Pio
Investigador
Célia A. Alves
investigadora

investigador
Teresa Nunes
Coordenadora

Financiamento do CESAM: