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ProForShrub: CARACTERIZAÇÃO DA BIOMASSA DE ARBUSTOS DA FLORESTA (MATO) E PROCESSAMENTO PARA A PREPARAÇÃO DE UM COMBUSTÍVEL SÓLIDO
José Figueiredo
PTDC/AMB/73364/2006
2007-11-05 - 2011-05-04 (42)
Fundação para a Ciência e a Tecnologia
80160 €
80160 €
Universidade de Aveiro


As plantas que é proposto estudar neste projecto incluem vários arbustos típicos de áreas de floresta e de outras áreas não cultivadas (mato), que são expontaneas no litoral centro e norte de Portugal. Os matos, incluindo nesta designação as comunidades de plantas com nomes comuns de tojo, urzes, carqueja e giesta ocupam vastas áreas no noroeste da peninsula Ibérica, em que o clima tem uma marcada influência Atlantica. As espécies que dominam nestas comunidades de arbustos são Ulex spp.  (tojo), várias espécies de Ericaceas (urzes e torga), espécies de Cytisus, Genista (giestas) e Pterospartum (carqueja). Em áreas mais degradadas podem ainda ser abundantes algumas espécies invasoras de Acacia.A biomassa dos arbustos (mato) que cresem no sobcoberto da floresta do centro-litoral de Portugal, constitui um recurso que pode ser valorizado como agente condicionador do solo (composto) ou como combustivel sólido. Não sendo regularmente removida, esta biomassa aumenta o risco de propagação de incendios florestais. As vantagens da recolha desta vegetação são assim de dois tipos: i) redução do risco de incendio florestal; ii) valorização do material colhido ou da energia obtida na sua combustão. Contudo, estes benefícios bem conhecidos, não têm permitido desenvolver uma actividade sustentável baseada na colheita do mato. Esta situação reflete o conhecimento muito limitado sobre o sotck existente e sobre as condições técnicas e ambientais que tornem viável a sua colheita para valorização energética.Neste projecto pretende-se estudar as propriedades químicas e termicas destas plantas e avaliar as condições para realizar a recolha e o processamento da biomassa do mato com vista à sua valorização energética. A biomassa cortada nas áreas de amostragem será colocada em pilhas com drenagem de água controlada. Permitindo o sazonamento das partes verdes, reduz-se o teor em cinza e em humidade do material e mantem-se as partes lenhosas. Pretende-se avaliar o efeito desta técnica em relação às propriedades do combustível e avaliar o seu efeito sobre a exportação de nutrientes, designadamente N, K, Cl, que a colheita da vegetação implica para o solo florestal. Este tratamento pode reduzir a exportação de nutrientes e também o custo de transporte e processamento, melhorando a qualidade do combustível sólido produzido.O corte do mato tem a vantagem de reduzir o risco de incendio florestal, permitindo recuperar energia, e aumentar a biodiversidade da floresta por tornar possível um ciclo de produção mais longo. As folhas e a casca das plantas contêm quantidades importantes de alguns elementos nutrientes (N, K, Cl). Na combustão estes elementos são convertidos em produtos gasosos ou incorporados nas cinzas. Contudo, a colheita do mato reduz s o risco de incendio florestal e permite uma rápida recuperação da vegetação após a colheita, mas pode ter impacto sobre a fertilidade do solo florestal. Assim o impacto ambiental desta forma de controlo do mato pode ainda ser reduzido, minimizando a quantidade de elementos nutrientes removidos do solo e que vão ser emitidos para a atmosfera ou incorporados nas cinzas. Contribuir para uma melhor gestão dos matos é o objectivo principal deste projecto.


Equipa de investigação














































José J. Figueiredo da Silva



Dep. Ambiente



Investigador Responsável



Ana Paula Duarte Gomes



Dep. Ambiente



Investigador



Luís A. da Cruz Tarelho



Dep. Ambiente



Investigador



António M. A. M. Ramos



Dep. Mecânica



Investigador



Etelvina M. A. P. Figueira



Dep. Biologia



Investigador



Ana Sofia M. L. C. Marques



 



Bolseiro de Investigação (Mestre)



Ana Isabel Gusmão Lima



 



Bolseiro de Investigação (Mestre)



Juliana M. Ferreira dos Santos



 



Bolseiro de Investigação (Mestre)





José Figueiredo
Investigador Responsável
Luís Tarelho
Investigador

Financiamento do CESAM: