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GOGOFROG: Métodos alternativos a experimentação animal para análise de risco em anfíbios: linhas celulares e espermatozóides
Investigador Responsável - Isabel M. Lopes
Programa - Programa Operacional Competitividade e Internacionalização (02/SAICT/2017)
Período de Execução - 2018-06-01 - 2021-05-31 (36 Meses)
Entidade Financiadora - FCT - Fundação para a Ciência e a Tecnologia, within the PT2020 Partnership Agreement and Compete 2020 co-funded by the FEDER - Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional
Financiamento para o CESAM - 177285 €
Financiamento Total - 232535 €
Instituicão Proponente - Universidade de Aveiro
Instituições Participantes
Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS)

A poluição química é uma causa importante do declínio mundial de anfíbios. Existem inúmeras publicações sobre os efeitos de químicos em anfíbios, mas ainda persiste um número muito elevado de compostos a ser estudado. Dado o estado de proteção dos anfíbios, é fundamental gerar este conhecimento para reduzir incertezas associadas à sua avaliação de risco (AR). Uma forma de promover tal, é a inclusão de anfíbios na legislação para AR, o que só recentemente começou a ser reconhecido por entidades legisladoras. No entanto, surgem alguns problemas na condução desta AR, sobretudo de ordem ética, pois as normas padronizadas disponíveis para realizar ensaios de toxicidade com anfíbios envolvem exposições in vivo e o número de químicos a ser testado é enorme. Na atualidade, a maior parte dos quadros regulamentares internacionais visam a política dos 3 R’s, desencorajando o uso de experimentação animal, ex. na EU: i) diretiva EC/63/2010 e REACH2018 recomendam o uso e desafiam o desenvolvimento de protocolos alternativos a experimentação animal, ii) EFSA publicou (Abril 2017) uma opinião científica sobre o estado da ciência na AR de pesticidas para anfíbios e répteis, onde recomenda fortemente o desenvolvimento de metodologias in vitro para AR de anfíbios. O uso de ensaios in vitro em fases iniciais de AR apresenta vantagens adicionais, nomeadamente, sendo metodologias simples, rápidas e de baixo curto, permitem avaliar a toxicidade de um número de químicos muito superior ao possível usando ensaios in vivo. Neste contexto, GOGOFROG pretende desenvolver e optimizar ferramentas ecotoxicológicas in vitro como alternativa a experimentação animal em fases inicias de AR de estádios aquáticos de anfíbios. Para tal, serão desenvolvidas metodologias in vitro e a sua sensibilidade a químicos comparada com a de ensaios in vivo de modo a validá-las como alternativas adequadas e protetoras em fases iniciais de AR. Almejando potenciar a relevância destas ferramentas in vitro, serão desenvolvidas metodologias com linhagens celulares (considerando vários modos de ação) e espermatozóides (spz). A maioria das espécies de anfíbios apresentam fertilização externa, o que contribui para a exposição direta de spz a químicos presentes na água. Sendo que os efeitos observados em spz podem traduzir-se em efeitos no sucesso reprodutivo, os ensaios a desenvolver com spz podem revelar-se um avanço importante na AR de anfíbios, nomeadamente para espécies em perigo. Assim, GOGOFROG contribuirá diretamente para a conservação de anfíbios, indo ao encontro de estratégias e legislação nacionais e europeias de conservação da biodiversidade e de redução do uso de experimentação animal, nomeadamente em AR.




Financiamento do CESAM: