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AQUAFIRE - Análise integrada dos impactos dos incêndios nos sistemas aquáticos e saúde humana
Investigador Responsável - Nelson Abrantes
Programa - Programa Operacional Competitividade e Internacionalização (02/SAICT/2017)
Período de Execução - 2018-05-01 - 2021-04-30 (36 Meses)
Entidade Financiadora - FCT - Fundação para a Ciência e a Tecnologia, within the PT2020 Partnership Agreement and Compete 2020 co-funded by the FEDER - Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional
Financiamento para o CESAM - 199347 €
Financiamento Total - 234347 €
Instituicão Proponente - Universidade de Aveiro
Instituições Participantes
Universidade do Minho

Os incêndios florestais são considerados um grave problema ambiental nos países Mediterrâneos do Sul da Europa, ocorrendo com frequência elevada e afetando extensas áreas. Entre os distintos impactos dos incêndios florestais, o seu papel na produção e mobilização de contaminantes, tais como os hidrocarbonetos aromáticos policíclicos (HAPs) e os metais, tem vindo a receber maior atenção por parte dos investigadores. São considerados contaminantes de grande preocupação devido à sua elevada persistência, toxicidade e tendência para a bioacumulação. Uma parte substancial dos HAPs e metais presentes nas cinzas podem acabar nos sistemas aquáticos a jusante, uma vez que os incêndios intensificam a geração de escorrências e o transporte associado de sedimentos e cinzas. Deste modo, as suas entradas nos sistemas aquáticos poderão provocar efeitos tóxicos nas espécies aquáticas. Além disso, estes contaminantes representam um risco preocupante para a saúde humana, tanto pelo consumo de água ou peixe contaminado, como pela utilização de água para atividades recreativas, tais como pesca e natação. Apesar da importância dos incêndios como fonte difusa de poluição, os seus efeitos tóxicos nos sistemas aquáticos têm sido ignorados pela comunidade científica. Neste sentido, os membros da equipa proponente do AQUAFIRE, foram dos pioneiros nesta temática através do projeto FIRETOX (2013-2015).

O AQUAFIRE assume-se como um seguimento do FIRETOX que irá contribuir para o avanço e consolidação dos conhecimentos, adotando uma abordagem integrativa, combinando diferentes evidências (química, ecológica e ecotoxicológica) e utilizando ferramentas de especificidade elevada. Deste modo, visa: • Avaliar a contaminação por HAPs e metais de massas de água por incêndios florestais, com foco nas águas superficiais, sedimentos e biota aquático; • Avaliar os impactos imediatos e a curto-médio prazo dos incêndios florestais nas principais comunidades aquáticas e nas funções dos ecossistemas; • Avaliar os efeitos tóxicos dos incêndios florestais em ecossistemas aquáticos utilizando ferramentas ecotoxicológicas distintas e complementares de elevada especificidade; • Utilizar uma abordagem de “peso de evidências” para avaliar os riscos dos incêndios florestais nos ecossistemas aquáticos e na saúde humana; • Desenvolver um protocolo de avaliação baseado em indicadores-chave. Alinhado com a Estratégia Nacional para uma Especialização Inteligente (ENEI) e com a Estratégia Regional de Especialização Inteligente (RIS 3), os resultados deste projeto representarão um avanço no estado da arte, fornecendo uma base científica para na avaliação integrada dos riscos das escorrências superficiais com cinza de áreas ardidas nos ecossistemas aquáticos e na saúde humana. Além disso, a elaboração do protocolo será uma ferramenta valiosa e indispensável a ser aplicada pelas autoridades responsáveis pela gestão da água em cenários de incêndios florestais futuros.




Membros neste projecto
Ana Ré
Investigadora
Isabel M. Lopes
Investigadora
Jan Jacob Keizer
Investigador
Joana Luísa Pereira
Investigadora
João Puga
Investigador

Investigadora

Financiamento do CESAM: