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Rem-Aqua - Remediação de efluentes de aquacultura através da degradação com recurso a fotosensibilizadores
Investigador Responsável - Diana Luísa Duarte de Lima
Programa - Programa Operacional Regional do Centro (02/SAICT/2017)
Período de Execução - 2018-06-22 - 2021-06-21 (36 Meses)
Entidade Financiadora - FCT - Fundação para a Ciência e a Tecnologia, within the PT2020 Partnership Agreement and Compete 2020 co-funded by the FEDER - Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional
Financiamento para o CESAM - 217833 €
Financiamento Total - 217833 €
Instituicão Proponente - Universidade de Aveiro


A aquacultura desenvolveu-se fortemente nas últimas décadas, dando origem a explorações piscícolas altamente sofisticadas, recorrendo, de forma considerável, a rações, hormonas e antibióticos, com reconhecido impacto ambiental. Para garantir a sustentabilidade económica do sector tem-se intensificado a produção usando sistemas de recirculação de água e tratamentos adequados à otimização do uso desse recurso valioso que é a água. As preocupações com a saúde pública relacionadas com o uso de antibióticos têm encorajado o aparecimento de normas rigorosas, que controlam a sua utilização, levando a que apenas alguns sejam autorizados em aquacultura. Dos anestésicos, apenas a tricaína se encontra autorizada pela Food and Drug Administration. A Organização Mundial de Saúde adverte relativamente ao uso indevido de medicamentos antimicrobianos e ao facto de que novos mecanismos de resistência estão “a tornar a mais recente geração de antibióticos praticamente ineficaz”. Tanto quanto sabemos, a remoção de fármacos de efluentes de aquaculturas ainda não foi testada. A fotodegradação é um mecanismo importante na degradação de compostos, contendo, nomeadamente, anéis aromáticos ou grupos funcionais fotoativos, como acontece com a maioria dos fármacos. Os fotosensibilizadores (que podem ser os próprios fármacos ou outras espécies) absorvem a luz transferindo-a para o oxigénio dissolvido ou para outro substrato do meio gerando espécies reativas de oxigénio (ROS), ou no caso de águas salgadas pode promover a formação de espécies reativas de halogénio (RHS), responsáveis pela degradação dos compostos alvo. Este projeto incide no desenvolvimento de uma tecnologia “verde” para o tratamento de águas, visando a fotodegradação com radiação solar, através da produção de ROS originadas sob irradiação, de fármacos utilizados em aquaculturas. Fotocatalisadores, tais como nanomateriais de carbono, carbon dots, serão sintetizados e testados como fotosensibilizadores, uma vez que têm sido referidos como promissores no aumento da velocidade de fotodegradação e na remoção completa dos fármacos de águas residuais, devido ao seu baixo custo e às suas condições moderadas de reação. O conhecimento dos produtos de fotodegradação é fundamental, não só por uma questão académica, mas também pelas suas propriedades biológicas. A identificação desses principais produtos através de técnicas de espectrometria de massa, bem como a avaliação da sua atividade antibacteriana e toxicidade serão metas a atingir neste projeto. Este projeto encontra-se integrado no Horizonte 2020, o maior programa de sempre de Investigação e Inovação da União Europeia, que inclui a necessidade de otimizar e impulsionar as biotecnologias marinhas para fomentar o crescimento "azul". É um projeto multidisciplinar, englobando a química ambiental, a biologia e química orgânica/inorgânica. A colaboração com a indústria de aquacultura, através da SEA8 será de extrema importância e permitirá o acesso aos seus efluentes.




Membros neste projecto
Carla Patrícia Silva
Investigadora
Marta Otero Cabero
Investigadora
Rosa L. Freitas
Investigadora
Valdemar Esteves
Investigador

Financiamento do CESAM: