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ECOCENE - Efeitos ecológicos de nanopesticidas em ecosistemas do solo
Investigador Responsável - Rui Guilherme da Costa Morgado
Programa - Programa Operacional Competitividade e Internacionalização (02/SAICT/2017)
Período de Execução - 2018-07-20 - 2021-07-19 (36 Meses)
Entidade Financiadora - FCT - Fundação para a Ciência e a Tecnologia, within the PT2020 Partnership Agreement and Compete 2020 co-funded by the FEDER - Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional
Financiamento para o CESAM - 239694 €
Financiamento Total - 239694 €
Instituicão Proponente - Universidade de Aveiro


O aumento da produção alimentar é absolutamente necessário. Os nanopesticidas oferecem uma solução promissora, e constituem uma tecnologia em rápido desenvolvimento. Contudo, não existem conclusões consistentes sobre os seus riscos para o ambiente, uma vez que a investigação raramente abordou os seus efeitos ecológicos de forma holística e integrada, ignorando os efeitos indiretos e de longo prazo que só surgem nos níveis tróficos superiores. Uma perspetiva multidisciplinar é essencial para a compreensão da dinâmica ecológica dos nanopesticidas. São indispensáveis novas abordagens para melhorar a precisão das extrapolações do laboratório para o cenários natural. O desafio e inovação de ECOCENE é desenvolver uma visão integradora para avaliar os impactos dos nanopesticidas nos ecossistemas do solo. Será implementada uma abordagem que integra sistemas de teste e métodos de modelação cada vez mais complexos, primeiro dentro do contexto de um modelo artificial de rede alimentar e, finalmente, em comunidades reais do solo. A rede alimentar representa um estudo de caso para ecossistemas do solo/terrestres. Será construído a partir de módulos comunitários baseados em plantas e detritívoros: plantas de tomateiro (produtores), lagartas (herbívoros), isópodes e tenébrios (detritívoros), aranhas e carabídeos (predadores invertebrados) e lagartos (predadores superiores). Os ensaios de toxicidade de uma única espécie constituirão o primeiro passo, em que será avaliada a sensibilidade de cada espécie aos nanopesticidas. Serão usados modelos para determinar relações TK/TD e modelos populacionais para extrapolar os resultados. As experiências de bioacumulação e biomagnificação serão então realizadas para compreender se a configuração nano afecta a absorção e eliminação de nanopesticidas. Uma abordagem baseada em hipervolumes comportamentais será implementada para entender como os nanopesticidas afetam as interações das espécies dentro das redes alimentares e quais são as implicações para a estabilidade da rede alimentar. Esta informação fortalecerá a capacidade preditiva dos modelos. Será feita uma experiência abrangente de mesocosmos ao ar livre que incluirá todo o modelo da rede alimentar e fornecerá uma perspectiva integradora de exposições prolongadas a nanopesticidas. Finalmente, será realizada uma experiência de ecossistemas de modelos terrestres ao ar livre para avaliar os efeitos de nanopesticidas em comunidades de solo natural. Esta será uma oportunidade para testar a validade da hipótese desenvolvida anteriormente, no contexto de comunidades reais do solo. O último passo será a integração das informações numa Avaliação de Risco Ambiental para nanopesticidas. Ao combinar vários métodos inovadores, e usando vários níveis de organização, oferecemos uma abordagem promissora para avaliar a dinâmica de solos contaminados com nanopesticidas, contribuindo para previsões abrangentes de riscos ambientais.




Membros neste projecto
Ana Catarina Bastos
Investigadora
Maria Pavlaki
Investigadora
Marija Prodana
Bolseira de investigação
Susana Loureiro
Investigadora

Financiamento do CESAM: