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PhytoMarsh - A Fitosfera de plantas de sapal: um "hot-spot" microbiano pouco explorado
Investigador Responsável - Artur Alves
Programa - PTDC/AAC-AMB/118873/2010
Período de Execução - 2012-04-02 - 2015-09-30 (42 Meses)
Entidade Financiadora - FCT
Financiamento para o CESAM - 160000 €
Financiamento Total - 160000 €
Instituicão Proponente - Universidade de Aveiro


O principal objectivo deste projecto consiste em realizar uma caracterização detalhada das comunidades microbianas associadas a plantas de sapal na Ria de Aveiro, mais especificamente de plantas que vivem em locais contaminados com mercúrio e que toleram e acumulam este metal. Assim iremos utilizar métodos dependentes do cultivo e métodos moleculares independentes do cultivo para desvendar a diversidade bacteriana destas comunidades da fitosfera, ao nível do subsolo (rizosfera), da parte aérea (filosfera) e interior da planta (bactérias endofíticas).


Nos últimos anos tem havido um interesse crescente no uso de plantas para remediar ambientes (fitoremediação) poluídos com diversos contaminantes, nomeadamente metais. Uma vez que as plantas de sapal estão adaptadas a este ambiente são consideradas candidatos perfeitos para a remediação de sapais. Sabe-se que a fitoextracção de metais pode ser influenciada por microrganismos que vivem em associação próxima com as plantas, aumentando a tolerância da planta aos metais, ou comportando-se como bactérias promotoras de crescimento. Com o objectivo de identificar estirpes que sejam potenciais candidatos para aplicação na fitoremediação de sapais assistida por microrganismos, iremos caracterizar isolados obtidos neste estudo em relação a um conjunto de caracteres que são geralmente considerados como tendo um efeito promotor de crescimento.


Patogénicos de humanos têm sido encontrados na fitosfera (filosfera e rizosfera) de diversas plantas incluindo plantas de sapal o que levanta apreensão em relação a segurança ambiental e saúde humana. Considerando que resistências múltiplas a antibióticos têm sido encontradas em estirpes isoladas da fitosfera e que determinantes de resistência a metais e antibióticos são geralmente co-seleccionados, justifica-se uma preocupação acrescida pois bactérias multiresistentes podem entrar na cadeia alimentar.  No caso da Ria de Aveiro tal pode representar um perigo considerável uma vez que as áreas contaminadas se encontram na vizinhança de áreas altamente exploradas em termos de pesca e captura de bivalves. Logo, iremos caracterizar as comunidades da fitosfera em relação a dois aspectos importantes: ocorrência de resistências e genes de resistência e simultaneamente presença de elementos genéticos móveis (MGEs). Esta caracterização será realizada não só por métodos baseados em cultivo mas também por métodos independentes do cultivo de forma a aceder a informação relevante contida naqueles membros da comunidade que não podem ser obtidos em placas de isolamento. Resistências a metais e antibióticos estão frequentemente associadas a elementos genéticos móveis. A associação destes caracteres genéticos a elementos genéticos móveis, tais como plasmídeos, transposões e integrões contribui para a sua dispersão no ambiente. A fitosfera (incluindo a rizosfera e filosfera) alberga uma diversidade de MGEs e exibe elevadas taxas de transferência horizontal de genes. Com este projecto pretendemos avaliar se a fitosfera das plantas de sapal representa um hot-spot para a evolução e disseminação de genes de resistência bem como o risco que poderá representar para o ambiente e humanos.




Membros neste projecto

Investigador

Investigador
Artur Alves
Investigador Principal
Cátia Fidalgo
Aluna Doutoramento
Cláudia Oliveira
Investigador
Etelvina Figueira
Investigador
Isabel Henriques
Investigador
Marta Tacão
Bolseira